Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Amanda

Pra quem diz que Amanda não existe e é minha amiga imaginária (sim, sim, até isso eu tenho que ouvir), tá aí uma foto onde o fantasma aparece.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Tende a zero

Note que estou em Salvador há apenas cinco dias e já me entediei completamente. Ânimo para sair com as pessoas que querem me ver? Tende a zero. Estou saindo apenas com as que seria muita burrice não sair. Alguém liga pra Salvador e avisa que estamos no inverno e não pode fazer 27 graus de noite? Alguém me liga e me avisa que eu não tenho estrutura pra passar tantos dias aqui, sobretudo quando LT está no Chile, Gandalf em NYC, C. em uma outra Europa (/machado). Bem, vocês entenderam.
Eu tenho saudades do que essa cidade parecia ter para mim há dois anos atrás. De como era andar de carro a esmo, frequentemente chorando e achando tudo realmente muito bom. Tenho alguma saudade de como essa cidade me consolava há seis meses. Mas, hoje, peloamordedeus, eu não tinha nada que vir aqui. É como visitar o apartamento de onde você se mudou. Faz sentido? Eu vim visitar uma cidade que não mora mais aqui.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Jane Birkin


Jane Birkin é diva porque ela sai vestida assim e ainda por cima leva o marido debaixo do braço. E, por algum mistério, não fica vulgar. Você sabe que tem classe quando sai por aí com esse trapo e não ninguém faz sinal pra você entrar no carro.
Só pra humilhar, a ryca ainda batiza bolsa da Hermès.
Suspiros.
Ps: O post sobre os sapatos da Alix fez sucesso aqui, mas no outro blog ninguém nem tchum. O que me faz pensar que o pessoal daqui é mais legal e mulherzinha. Deixa eles lá e vamos ser felizes.

Meus heróis morreram de overdose

Minha gente, o que está acontecendo com o gosto da Alix pra sapato? Amaralina/Augusta way of life.

Ps: Quem mandou a foto foi Alana, nos comentários daqui do blog. Alana, eu poderia viver sem essa.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Angústia


Charlotte Gainsbourg. E a tag do dia é angústia.

[jigsaw falling into place]: Aqui.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Ciumenta worst case scenario

Eu reinvindico para mim o título de ciumenta worst case scenario. Tenho um amigo que teve leucemia bem cedo, aos 14 anos, e a leucemia dele era (na verdade, ainda é já que worst case scenario não trabalha com reabilitação completa) acompanhada de tudo que podia piorar a situação. Na ficha dele tudo era preenchido com a pior opção possível. Então, além de leucemico, ele tinha o tipo mais raro de sangue, não respondia bem aos tratamentos, se alimentava de bono de chocolate e coca-cola, tinha ideias pouco ortodoxas sobre a forma correta de tomar medicamentos etc.
Nas variações de ciúmes eu sempre marco o X na pior opção. Pra que ter ciúmes de alguém especificamente se posso ter ciúmes de todo mundo? O ciumento universal tem ciúmes do namorado, mas também da mãe, irmã, amigos, porteiro do prédio. Particularmente, não gosto de flagrar meu cachorro gostando mais de alguém do que de mim e sinto que, se eu tivesse um filho, provavelmente mataria o pai ou a criança ou ambos. Pra que focar sua insegurança em um número limitado de alvos ou ainda delimitar áreas de risco (mulheres mais bonitas que você, trabalho, amigos solteiros, ex-namoradas) se você pode ampliar o domínio da sua insegurança para a Europa, América do Sul e um terceiro continente à sua escolha? Tentador, tentador.
As reações ao ciúmes também são bastante diversificadas e, novamente, eu sempre opto pela pior: ouvir fingindo compreensão e jamais fazer cena. As pessoas geralmente acham que ciumento é quem faz cena ou que o pior tipo de ciumento é o que faz cena. Concordo que quem faz cena em público realmente é complicado, mas ciumento que faz cena em casa é o mais fácil de lidar. Porque, se você sabe que a sua mãe tem ciúmes quando você elogia o bolo da sua tia (a minha tem) ou que seu namorado tem ciúmes de fulaninho do trabalho, a vida é um morango. Basta dizer que o bolo estava meio solado (isso depois do quinto pedaço) e não citar o coleguinha em casa e a vida anda muito bem, obrigada. Você pode fazer o que quiser e manter sua rotina cheia de bolos prestígio e amizades da cor de sua preferência, apenas tomando cuidado com o que fala e dando sign out no e-mail sempre que for ao banheiro.
Mas, se a sua mãe e o seu namorado te levam a crer que são pessoas normais e que confiam em seus respectivos tacos, daí você se põe a falar sobre a cobertura do bolo e de como o recheio de cocos ralados em casa - minha tia não trabalha com coco industrializado - se funde perfeitamente ao bolo fofinho de chocolate. E daí, amiguinha, você se deu mal. Eles vão ouvir tudo, provavelmente concordarão ("Realmente, esse Fábio é mesmo muito engraçado") e, depois, arrumarão um jeito qualquer de arruinar a sua paz sem que você ao menos saiba a origem do conflito. Convenhamos, quem lida com ciumentos histéricos está no lucro. Você sabe o motivo da briga, sabe que tem razão e sabe que a pessoa está sendo ridícula: praticamente um clube de vantagens.
No segundo conto do "Nine Stories" ("Tio Wiggily em Connecticut"), Eloise - a personagem do Salinger com a qual mais me identifico - explica a vida para a migs Mary Jane:
"Se você se casar outra vez, nunca diga a nada a teu marido. Tá me ouvindo? (...) Eles gostam de pensar que você vomitava toda vez que um rapaz qualquer chegava ao teu lado. E não estou brincando, não. Ah, você pode contar uns troços. Mas nunca de verdade. Nunca de verdade. Se você disser que conheceu um rapaz bonito, tem que dizer imediatamente que ele era bonitão demais. E se disser que conheceu um sujeito espirituoso, tem que dizer que ele era metido a engraçadinho ou a espertalhão. Se não disser, vão te jogar o pobre do sujeito na cara sempre que tiverem uma chance. (...) Ah, eles escutam o troço todo, com muita maturidade e tudo. São capazes até de fazer cara de inteligente. Mas não se iluda. Vai por mim. Você vai se dar mal se pensar que eles são mesmo inteligentes. Palavra de honra".
Na continuação, Mary Jane diz: "Mas você não pode dizer que o Lew (marido da Eloise) não é inteligente". Eloise responde: "Quem é que não pode?", pra delírio da torcida.

[complexo de portnoy]: Texto de Thiago Blumenthal sobre Philip Roth. E eu nem recomendo só porque é do meu namorado.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

The kid is not my son